Caramba
Nossa, que dias eu tenho passado, muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo.
Minha mãe que ficará longe durante dois meses, acho que já contei aqui que ela vai tomar conta da minha irmã na Espanha, que ganhará nenê agora, detestei essa idéia, apesar que entende-la.
No trabalho também estou me adaptando, a ficar sem ela, muito ruim, mas ela que quis assim.
Meu “pai”, pede, depois de mil anos luz, que eu o adcione como amigo no ORKUT, fala sério?
Que mundo estamos?
Na faculdade, amigos?
Nossa só experiências boas.
Uma pessoa que eu achava que poderia ser uma pessoa amiga, é irritantemente propotente e outro que eu acreditava ser meu amigo, misturou as bolas, e quando disse que não tinha nada a ver, pediu que eu me afastasse que não queria minha amizade….bom ok.
Então como vocês podem concluir, tenho tido experiências bem deliciosas, bem boas mesmo.
Minhas provas tem sido algo, emocionante, não tenho dormido direito, nem me alimentado direito de preocupação, salvo exceções, tenho me saído bem, fiquei muito tempo sem estudar, mas eu consigo.
Ah…
Um dica de leitura que achei bacana, lí a título de curiosidade, pois o meu amda Prof. Wanderley e a amadíssima Prof. Ludmila indicaram, eu lí e achei muito bom VALE A PENA.

Esse livrinho, por exemplo você encontra em qualquer banca de jornal.
Muito bom.
SÍNTESE DO LIVRO [Visão do Direito]
Sófocles, na tragédia grega intitulada “Antígona”, apresenta a oposição entre o Direito Natural (no caso da peça, Direito que provinha das crenças – deuses – e dos costumes) e o Direito Positivo (Direito imposto pelo representante do Estado). Este foi o aspecto destacado por Hegel, na sua interpretação da peça.
Acontece que o texto de “Antígona” apresenta outros aspectos de relevância para o estudo do Direito, além do que foi proposto por Hegel, mesmo que não estejam em primeiro plano.
Um desses aspectos relevantes é a questão da Democracia. Sófocles deixa evidente a importância da Democracia na Grécia Antiga, tirando-a do pequeno mundo político de Atenas e levando-a como necessidade para as outras cidades gregas; Tebas no caso.
A importância e a necessidade da Democracia no cenário político vivido por Antígona e Creonte vêm à tona nas falas de Hémon. Numa leitura superficial do texto, tem-se a sensação de que Hémon enfrenta seu pai, o rei Creonte, apenas para salvar a vida de sua prima e amada, Antígona; seria uma atitude meramente passional. Mas uma leitura mais atenta pode fazer com que o leitor tenha uma outra impressão.
Na história, os irmãos Etéocles e Polinices eram filhos do rei Édipo e, por isso, herdeiros do trono de Tebas. Polinices cerca a cidade para tomar o trono que está em poder de Etéocles e ambos morrem em combate, um pelas mãos do outro. Com a morte dos irmãos, quem assume o trono é Creonte, irmão de Jocasta - mãe e esposa de Édipo. O novo rei de Tebas faz o enterro de Etéocles com todas as honras devidas e acusa Polinices de traidor, proclamando um edito dizendo que quem o enterrasse seria morto. Por se tratar de um irmão, Antígona se rebela contra a lei positiva de Creonte e enterra o cadáver. É a partir daí que começa a disputa entre o Direito Natural e o Direito Positivo.
Creonte defende a sua posição dizendo que não poderia deixar de matar Antígona por ela ser sua sobrinha, pois as leis deveriam ser para todos. Caso contrário, ele pareceria um rei incorreto, mentiroso e injusto para a cidade. Antígona se defende dizendo que o edito está em desacordo com a vontade dos deuses e com os costumes. O profeta Tirésias tem um papel importante nesse debate pois, ao profetizar o trágico e próximo futuro de Creonte, mostra o Direito Natural sancionando o monarca por seu erro.
Mas Sófocles parece ampliar a discussão, até então restrita ao Direito Natural e Direito Positivo, quando coloca Hémon em cena. É no contexto das falas fortes do herdeiro do trono de Tebas que se encontra a importância da Democracia. No debate com Creonte, Hémon se baseia na razão. Mas, em que consiste essa razão? Consiste em ouvir outras opiniões arrazoadas, não tomar apenas a opinião própria como a única correta. Deve-se ouvir, principalmente, a opinião do povo. Creonte se apresenta numa posição de tirano, parecendo injusto para os tebanos. Hémon vem à presença de seu pai preocupado com a sorte de Antígona, mas também preocupado com a imagem do rei, que está começando a ser mal visto pela população. Em todo o seu discurso, o príncipe defende que a opinião do povo deve ser levada em consideração, não estando preocupado com a opinião dos deuses ou com os costumes.
Quando o dramaturgo grego apresenta Hémon tentando se impor perante Creonte, sem submissão, pode-se visualizar um debate entre Democracia e Tirania, no qual o príncipe apresenta argumentos mais fortes do que os do pai, mas não consegue vencer sua teimosia.
P.S do P.S.O final é trágico, mas é especial e lindo esse livro, eu amei.
Vale muito a pena.
Apesa de tudo estou bem.
[Quando seu coração é quebrado, o mundo não pára, para que você o concerte!!!]
Tenham um maravilhoso final de semana, e uma semana linda!!!
Beijos